Na última quarta feira, dia 30 de abril, o novo secretario de segurança pública do estado, César Nunes, expôs por mais de 4 horas consecutivas a situação de sua pasta, na Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa da Bahia. Deputados da situação e oposição, apesar de terem descartado o viés político, uma vez que esta questão é apartidária, perderam o foco em algumas ocasiões, e nestes momentos o debate girou em torno da manipulação dos números, que segundo situacionista, eram mascarados nos governos dos democratas (Antigo PFL).
O líder da minoria, o deputado democrata Gildásio Penedo descartou esta possibilidade, já que os membros que eram responsáveis por esta divulgação, ainda pertencem ao quadro atual do governo Jaques Wagner. O petista Paulo Rangel declarou : “Quem já grampeou como fizeram em outros tempos, podem muito bem mascarar dados”.
Os deputado Álvaro Gomes do PCdoB e Zé Neto do PT ironizaram, o que eles chamaram de súbito interesse da oposição pela segurança. “ Fico admirado que só agora, depois de 16 anos no poder, a oposição passe a ter idéias mirabolantes que venham resolver o segurança no estado”, enfatizou Neto. Os democratas Heraldo Rocha e Paulo Azi saíram em defesa da bancada que dava sustentação ao governo na época. “Tenho cinco mandatos e os números nunca foram tão alarmantes”, salienta Rocha.
Disputas ideológicas e eleitorais a parte, César Nunes, lançou na Al a ações prioritária para 2008. Depois de efetuar um diagnóstico, detectou o já visto por todos, a precariedade da segurança no estado, tanto na parte humana quanto na parte estrutural. Na resolução destes problemas o secretario assumiu que o governo pretende investir 101 milhões e informou que a Polícia Militar está treinando 3.200 novos policias que estarão na rua nos próximos meses.
César Nunes não descartou o aumento do número de homicídios e roubos de carros na capital e região metropolitana, no entanto, informou que outros índices caíram. Ele supôs que o aumento se deu e se dá, porque facções do segundo e terceiro escalão de narcotraficantes estão em briga por espaço, depois que membros do primeiro escalão foram presos ou mortos. Ele descartou a necessidade de uso da Força Nacional.
Quando questionado pelos oposicionistas, sobre o fato do governo federal ter liberado para a segurança pública, no ano passado e neste ano, para Rio de Janeiro 55 milhões e para a Bahia apenas 7, o secretário disse desconhecer esta informação. Segundo Zé Neto, esta é mais uma jogada da oposição, uma vez que o Rio sediou os Jogos Pan-americanos, fato que para ele justifica esta soma.




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