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Oposição, Situação e a Segurança Pública na Bahia

maio 4, 2008

 

      Na última quarta feira, dia 30 de abril, o novo secretario de segurança pública do estado, César Nunes, expôs por mais de 4 horas consecutivas a situação de sua pasta, na Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa da Bahia. Deputados da situação e oposição, apesar de terem descartado o viés político, uma vez que esta questão é apartidária, perderam o foco em algumas ocasiões, e nestes momentos o debate girou em torno da manipulação dos números, que segundo situacionista, eram mascarados nos governos dos democratas (Antigo PFL).
 O líder da minoria, o deputado democrata Gildásio Penedo descartou esta possibilidade, já que os membros que eram responsáveis por esta divulgação, ainda pertencem ao quadro atual do governo Jaques Wagner. O petista Paulo Rangel declarou : “Quem já grampeou como fizeram em outros tempos, podem muito bem mascarar dados”.
 Os deputado Álvaro Gomes do PCdoB e Zé Neto do PT ironizaram, o que eles chamaram de súbito interesse da oposição pela segurança. “ Fico admirado que só agora, depois de 16 anos no poder, a oposição passe a ter idéias mirabolantes que venham resolver o segurança no estado”, enfatizou Neto. Os democratas  Heraldo Rocha  e Paulo Azi saíram em defesa da bancada que dava sustentação ao governo na época. “Tenho cinco mandatos e os números nunca foram tão alarmantes”, salienta Rocha. 
 Disputas ideológicas e eleitorais a parte, César Nunes, lançou na Al a ações prioritária para 2008. Depois de efetuar um diagnóstico, detectou o já visto por todos, a precariedade da segurança no estado, tanto na parte humana quanto na parte estrutural. Na resolução destes problemas o secretario assumiu que o governo pretende investir 101 milhões e informou que a Polícia Militar está treinando 3.200 novos policias que estarão na rua nos próximos meses.
 César Nunes não descartou o aumento do número de homicídios e roubos de carros na capital e região metropolitana, no entanto, informou que outros índices caíram. Ele supôs que o aumento se deu e se dá, porque facções do segundo e terceiro escalão de narcotraficantes estão em briga por espaço, depois que membros do primeiro escalão foram presos ou mortos. Ele descartou a necessidade de uso da Força Nacional.
 Quando questionado pelos oposicionistas, sobre o fato do governo federal ter liberado para a segurança pública, no ano passado e neste ano, para Rio de Janeiro 55 milhões e para a Bahia apenas 7, o secretário disse desconhecer esta informação. Segundo Zé Neto, esta é mais uma jogada da oposição, uma vez que o Rio sediou os Jogos Pan-americanos, fato que para ele justifica esta soma.   

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Vacina Social

abril 13, 2008

Século XXI, o homem domina como nunca as tecnologias. Estações orbitais, chips cada vez mais minúsculos, transmissões via satélite alcançam padrões só imagináveis em filmes de ficção científica. A medicina, em alguns aspectos, apropriou-se desses avanços e caminha a passos largos na cura e no tratamento de inúmeras doenças.

         No aspecto tecnológico, quando associado à Ciência, o Brasil ocupa  lugar de destaque no cenário mundial. Distribuímos gratuitamente o coquetel mais eficaz no tratamento da AIDS, o AZT,   e praticamente, erradicamos a paralisia infantil. No entanto, o país ainda sofre com doenças que já estão quase extintas nos países desenvolvidos e/ou em desenvolvimento.

         A dengue, já virou epidemia no Rio de Janeiro, vitimando várias pessoas, inclusive crianças.  O Aëdes  Aegypti transformou  a beleza das ruas  do Rio de Janeiro e  jeito de viver do povo carioca, em um cenário de guerra. Nem na guerra contra o tráfico se mobiliza tantos agentes.

           Mas,  casos de dengue não ocorrem só na capital fluminense, surtos desta e de outras doenças  como: tuberculose, hanseníase, cólera, febre amarela, ocorrem há anos consecutivos em tudo país. São as chamadas doenças tropicais, que estão diretamente associadas a fatores sócios-econômicos. A população, que é a mais atingida, sobrevive a uma  má distribuição de renda,  a falta de saneamento básico, de saúde,  de educação e,  transformam-se em filas de enfermos expremidos  nos corredores de hospitais públicos sem condições de atender mais ninguém.

         Os governos trocam acusações. A sociedade lê, ouvi e assiste tudo na TV. Não percebe que somos os autores e atores principais, e, nos portamos como “coadjuvantes”. Entramos no empurra-empurra com os políticos e esquecemos de fazer, muitas vezes, nossas obrigações.Deixar um vaso com água parada é apenas um dos itens da lista.   

         Este ano, ou melhor, de dois em dois anos, a Aëdes Político fica em fase de procriação, as larvas velhas estão criando novas larvas,  o perigo de eclodir novos insetos é muito grande. Uma nova  epidemia  de direitos desrespeitados podem estar surgindo.

         Os “agentes nocivos” podem adquirir imunidade, nem que seja a parlamentar. Os fumacês, as CPIs,  não exterminam mais os focos e o eleitor continua deixando idéias paradas dentro da cabeça. O efeito pode ser pior do que uma dengue hemorrágica. Que tal então utilizar o título?    

 

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Reajuste Salarial aprovado

abril 6, 2008

 

A Assembléia Legislativa aprovou em primeira votação o reajuste salarial linear de 4,46% para o funcionalismo público estadual. Foram 37 a  favor e 11 contra. Apesar da greve dos policiais civis, quem não durou muito tempo, e da presença dessa categoria nas galerias da Assembléia no dia da votação, a proposta  enviada pelo governador Jaques Wagner causou menos polêmica do que no ano passado, quando diversos setores não aceitaram os reajustes e aderiram a longos períodos de greve.
            A falta de dialogo de 2007 foi substituída por mesas setoriais em 2008. As categorias depois de inúmeros encontros chegaram a um acordo. No entanto, não existe consenso.  O setor de Segurança Pública não bateu o martelo para a proposta do governo.
INCERTEZA    
 Antes da votação o deputado estadual capitão Tadeu, representante dessa categoria na assembléia e presidente da subcomissão de segurança pública, declarou em sessão da comissão dos direitos humanos que estava temeroso  com a segurança pública na Bahia, uma vez que o secretário da administração disse que não temia a greve.
  O parlamentar lembrou o episódio de 2001, quando a capital sofreu arrastões, saques , ações de vandalismo e crimes em larga escala. Tadeu, apesar de ser da base aliada, critica a política de segurança do Governo e defende a volta do dialogo na mesa setorial.   
 “Se a greve da PM acontecer tenho medo de vir pra faculdade”, declarou  Andresa, estudante. Sem todo efetivo da Polícia Civil nas ruas houve rumores de arrastões, mas não foram confirmados, pelo menos em grandes proporções.  A greve foi suspensa, mas,  o clima ainda é tenso. A situação ainda está indefinida; a população vive uma total incerteza na segurança pública.  

Leia mais

 
Servidores estaduais vão ter aumento de 4,46%

 

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Parafraseando “Só de sacanagem”

março 18, 2008

            ODOYÁ todos os santos do Terreiro Oyá Unipó Neto!! Peço permissão para prosear. Sua casa eu não invado não, nem de sacanagem.

             Quando Elisa Lucinda escreveu “só de sacanagem”, ela acabou sendo um orixá na terra de todos os santos. Pois, hoje, só de sacanagem!!!! Assisto, ouço e leio algumas notícias, que vou ser sincero: só de sacanagem, mesmo, para estas coisas acontecerem. E a Bahia, mas o Brasil também,  às vezes resolve agir assim, só de sacanagem.

             OS FATOS:  

                O apartamento da viúva do ex-senador Antonio Carlos Magalhães, dona Arlete Magalhães, de 78 anos, foi invadido por oficiais de justiças na Bahia. Muitos, até mesmo senadores de outros estados, “ficaram horrizados com esta barbárie”. Eu, desde seu Cabral… que não me choco  mais com invasões. Nem  de sacanagem.

        E para completar a notícia, só de sacanagem,  a ordem judicial  veio da Juíza, que passou a ser conhecida como  “a juíza esposa do deputado federal, o petista Nelson Pelegrino”, antigo desafeto do ex-senador. Mais, ainda mais de sacanagem, a queixa foi dada pelo casal Mata Pires. Tereza é filha do senador e da viúva. Só de sacanagem, está rolando uma disputa familiar; não temos nada haver com isso. Só de sacanagem, isso não deveria ser  nem  notícia. Mas, só de sacanagem, é. 

            No fim desse meu falório, que é só de sacanagem, eu vou estar achando, que só de sacanagem a SUCOM, Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município de Salvador, praticamente destruiu o  Terreiro Oyá Unipó Neto, de Mãe Rosa. E  Só de sacanagem  recebemos, com honras de estado, a Condollezza Rice.

E agora: só de sacanagem, esse ano tem “política”. E a gente ainda não sabe, com certeza, quem vai pleitear o cargo. Por isso, ninguém sabe ainda em quem vai  votar na eleição para prefeito de Salvador. Ou então, só de sacanagem vocês não lerão a última notícia do meu blog. Acesse o www.wordpress.moringapolitica.com.br  e seja fonte na política Baiana. Passe lá e comente,  nem que seja só de sacanagem.

PS 1: Tenho propaganda e Tudo. 

PS 2: Com diz o Ingresia: Abra a boca e diga alô.    

PS 3: No âmbito nacional … Só de sacanagem a Igreja Católica amplia a lista de pecados

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Participação ativa

março 12, 2008

 Política no Brasil, e na Bahia não é diferente, é vista como sinônimo de eleição. Nestas horas, as paixões partidárias e pessoais falam mais alto. As dúvidas e suas soluções trilham mandatos consecutivos.  Este procedimento gera o descrédito que os políticos e a  política enfrenta. As propagandas eleitorais que são veiculadas nos meios de comunicação e os debates promovidos pelas TVs se transformaram em espetáculos, numa disputa entre assessores, marqueteiros e jogos de cenas. A população não se sente esclarecida como deveria.
 Neste cenário nacional, mas com recorte  municipal, o prefeito João Henrique, os ex-prefeitos Imbassahy e Lídice  da Mata (Deputada Federal), o apresentador  Raimundo Varela, os deputados federais ACM Neto, Nelson Pellegrino, Walter Pinheiro e a vereadora Olívia Santana  são alguns dos principais nomes na corrida Eleitoral para a prefeitura de Salvador.
  Não de pode afirmar quem serão os candidatos de fato. Os “conchavos políticos” ainda vão ditar muitas mudanças, na qual os acordos transformarão o cenário político soteropolitano em uma piscar de olhos.
 É esperado que a mídia faça uma grande cobertura  deste episódio e, no transcorrer dele, diversas fontes serão ouvidas: parlamentares, políticos influentes opinarão sobre assunto. Pesquisas serão divulgadas e, esta temática passará a permear os bate papos e bate bocas nos mais diversos lugares  da capital baiana.
 No entanto, os eleitores e leitores comuns ficam a margem deste processo. No normal são democraticamente forçados a votarem no primeiro domingo de outubro e,  se houver necessidade, retornarão as urnas em novembro, para o segundo turno. Além do dia da eleição ou quando responderem algumas pesquisas, os principais interessados, os cidadãos, não são ouvidos. 
 Dar ouvido e abrir espaço para que se possa expressar livremente sua opinião é a intenção do Moringa Política. Portanto solicito-lhe que opine, enviando sempre seu nome, endereço eletrônico, idade e profissão. Os comentários, SE PERTINENTES, serão utilizados na construção das futuras matérias, que utilizarão TAMBÉM, as fontes oficiais  e além disso, os mecanismos midiáticos disponíveis: impresso, rádio, TVs e Internet para esta construção.
 O primeiro tema que será abordado é a corrida eleitoral de Salvador. Para tal, peço-lhes que responda a pergunta mais corriqueira nestas épocas: em que você vai ou não vai votar para prefeito de Salvador? Justifique sua resposta com  fatos, argumentos e participe de maneira ativa desse processo eleitoral. 

 

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Olá mundo!

março 12, 2008

Vão dizer que não tenho experiência e que tenho rabo preso,  mas… Vou falar assim mesmo. Quero falar da política baiana. 
E que venha os fatos e principalmente as fontes… Os comentários serão sempre bem vindos e serão utilizados nas construções das matérias. Tentar utilizar a net, transformando-a em se fazer  jornalismo digital é o que  se propõe:  utilizar toda potencialidade comunicacional deste veículo que se quer grande.
Os comentários serão analisados, (todos poderão lê-los) e se pertinentes publicado nas matérias. Nenhum assunto jornalístico, é claro, deixará de ser comentado.
 Seremos diversos instrumentos profissionais.Teremos que fazer o papel do editor, e cada um  que faz parte   disto, será uma  fonte.  O poder que é da comunicação, o 4 º poder, está ao nosso dedo. É só usar a cabeça.
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